Posts marcados ‘Ir. Firmino’

Irmão Firmino Biazus

Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a humanidade.

E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.

Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.

Quem sabe quem os lerá?
Quem sabe a que mãos irão?

Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvores, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.

Ide, ide de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.

Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)

“Irmão Firmino. Sua vida foi uma poesia para nós. Estará em nossa lembrança e seu testemunho com certeza marcou quem contigo conviveu. Fique em paz.”

Equipe da Biblioteca do Colégio Marista Rosário

Comentário do Ir. Firmino

Como estamos em processo de divulgação do Blog, enviamos um e-mail comunicando a criação do mesmo. O Diretor da escola Ir. Firmino Biazus fez um comentário que merece uma postagem:

 

“Dei uma olhada no Blog da Biblioteca e achei-o muito rico e bem apresentado. Dá gosto de ver.  Espero que muitos  acessem e dêem seu parecer. Parabéns pela variedade de atividades. Quem não lê anda no escuro do mundo.”