Arquivo para novembro, 2009

Irmão Firmino Biazus

Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a humanidade.

E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.

Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.

Quem sabe quem os lerá?
Quem sabe a que mãos irão?

Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvores, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.

Ide, ide de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.

Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)

“Irmão Firmino. Sua vida foi uma poesia para nós. Estará em nossa lembrança e seu testemunho com certeza marcou quem contigo conviveu. Fique em paz.”

Equipe da Biblioteca do Colégio Marista Rosário

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Irmão Rogélio

A Biblioteca do Colégio Marista Rosário foi registrada no Instituto Nacional do Livro (INL), em 1955. Até esta data, várias Bibliotecas estavam espalhadas pelas diversas agremiações que existiam dentro do Colégio.

Quando os últimos cursos da PUCRS saíram do prédio do Rosário, no final da década de 60, para o atual Campus na Av. Ipiranga, a Biblioteca começou a se estruturar onde até hoje está situada: o andar térreo.

O Irmão Rogelio nesta época era o responsável pela Biblioteca. Durante toda a década de 70 ele acompanhou o crescimento e as transformações do setor.

Até 2007 o Irmão Rogelio esteve desenvolvendo suas funções no Colégio Marista Rosário. Sua presença era diária e tão marcante que em 2000, quando ele completou 80 anos, numa homenagem a esse Irmão tão querido, a Biblioteca passou a ter o seu nome.

Com certeza ele deixou muitas lembranças em todos que aqui trabalharam ou o conheceram. Sua simplicidade e sinceridade devem ser um exemplo para todos nós. 

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A última edição do Literatura em Debate do ano de 2009, contou com a participação do autor e professor Altair Martins, que conversou com os alunos da 1ª EM sobre o livro: Dentro do olho dentro. A obra escrita em 2001, foi indicada como leitura pela professora  Osbetiene de Línguade Portuguêsa.

A obra:

A aventura cíclica da vida: uma história onde descobrir é a descoberta de si mesmo. Movido pela ordem do avô doente, um menino, marcado pela lentidão com que faz as suas coisas, deverá lhe buscar a morte no fim da rua. Procurando retardar seu retorno, ele encontra um gato, cujos olhos marcam o tempo. Mas ele sabe que, quando voltar, talvez não veja mais o avô doente…

Fonte: http://www.wseditor.com.br/index.php?do=Wm14aGRtOXlKVE5FZG1WeVRHbDJjbThsTWpacFpDVXpSRGd6TkZkWFlYTT1aeDc3OA

 Confira alguns momentos do encontro:

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Bate-papo com Ninfa Parreiras

A Editora Paulinas traz até à Escola a autora mineira Ninfa Parreiras. O encontro será dia 05 de novembro de 2009 às 16h20min com a turma 33 e às 17h05min com a turma 34.

A autora:

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Mineira, de Itaúna, cidade do centro-oeste de Minas Gerais, rodeada de serras de minério de ferro e de matas de cerrado. Mestre em Literatura Comparada (2006) pela Universidade de São Paulo – USP; Graduada em Letras (1988) e em Psicologia (1997) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC Rio. Psicanalista, Membro da Sociedade de Psicanálise Iracy Doyle – SPID. Especialista da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ e professora da Estação das Letras, no Rio de Janeiro. Membro da LETRA FALANTE, grupo de pesquisa de literatura infantil e juvenil. Publicou seus primeiros livros em 2006: Com a Maré e o Sonho (Editora RHJ) e A Velha dos Cocos (Editora Global). Em 2008: Um mar de gente (Editora Girafinha)e Coisas que chegam, coisas que partem (Editora Cortez). Contato: ninfadefreitas@gmail.com

Fonte: http://ninfaparreiras.blogspot.com/

A obra:

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No dia 05/11 os alunos inscritos para o Literatura em debate da 2ª EM terão a oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos sobre esta obra do autor português Eça de Queirós. Neste encontro faremos a leitura e  discussão da resenha crítica de Eduardo Wolf do livro das Leituras Obrigatórias da UFRGS 2010.

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Sobre a obra

Por meio do seu romance, O Primo Basílio, o autor Eça de Queirós faz uma forte crítica à classe burguesa urbana do século XIX. A obra retrata uma família que vive em um lar feliz e perfeito, mas com bases frágeis e falsas. Nela, a mulher ingênua e apaixonada trai o marido íntegro com o primo irresponsável com quem teve um romance na adolescência. A todo momento a narrativa traz elementos de crítica a vida da classe burguesa lisboeta da época que, como principal consumidora de romances, deveria se enxergar nela, fazer uma autocrítica e assim mudar seu comportamento.

 

O autor

 
Filho natural do magistrado José Maria de Almeida Teixeira de Queirós e de Carolina Augusta Pereira de Eça, foi registrado como filho de mãe desconhecida e viveu até os dez anos na casa dos avós paternos, apesar de os pais terem se caso após seu nascimento.

Estudou no Colégio da Lapa, na cidade do Porto até o seu ingresso na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1861. Tratava-se de um momento em que a Universidade fervilhava e seus vários de seus colegas de curso também alcançaram destaque na inteligência portuguesa da época, como Teófilo Braga e Antero de Quental. Nessa época publicará seus primeiros textos, num total de dez artigos que serão reunidos em “Prosas Bárbaras”.

Iniciou a carreira de advogado em Évora, em 1867, mas logo seguiu para Lisboa, onde colaborou na redação de “A Gazeta de Portugal” e integrou os debates literários que se intitularam “Cenáculo”. Em 1871, participou das Conferências Democráticas do Cassino Lisbonense, com uma palestra intitulada “A Nova Literatura ou o Realismo como expressão de Arte”.

Ingressando na carreira diplomática em 1870, serviu em Havana, Bristol (Inglaterra) e finalmente em Paris, onde se casou e pôde se dedicar com maior empenho à literatura. Datam da década de 70 as obras que iriam consagrá-lo, como “O Crime do Padre Amaro” (1875) e “O Primo Basílio” (1878), mas grandes obras foram escritas também nas décadas seguintes, como “A Relíquia” (1887), “Os Maias” (1888) e “A Ilustre Casa de Ramires”; 1900.

Além disso, postumamente, vieram a público outras obras, entre as quais “A Cidade e as Serras” (1921), “Alves & Cia. (1925) e “A Tragédia da Rua das Flores” que, a pedido do autor, só foi publicado 80 anos após a sua morte.