Arquivo para a categoria ‘Homenagens’

Mudanças na equipe…

No final de 2010, a Biblioteca se despediu do funcionário e amigo Antônio Schimeneck. Após onze anos de dedicação com suas criações em projetos educacionais e culturais para a comunidade rosariense, resolveu trilhar novas experiências e vivenciar outras atividades profissionais.

Não são poucos os que sentem a sua falta e com certeza todos desejam muito sucesso nesta nova fase!

 

A nova equipe é formada pela bibliotecária Grazieli, e pelos auxiliares Inês, Wagner, Letícia, Liliam e Matilda que esta de volta após o intercâmbio da Faculdade de Biblioteconomia, na Universidade do Porto, em Portugal.

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Moacyr Scliar

O mundo das palavras se despede com pesar de um dos maiores nomes da literatura estadual e nacional: Moacyr Scliar. O escritor morreu na madrugada do dia 27/02/2011 depois de passar mais de 40 dias lutando pela vida.

Moacyr Scliar nasceu no bairro Bom Fim, em Porto Alegre, no dia 23 de março de 1937. Com 6 anos, ingressou na Escola de Educação e Cultura, onde sua mãe era professora. Estudou no Colégio Marista Rosário nos anos de 1948 a 1950. Foi um excelente aluno em todas as disciplinas como mostra o seu boletim na imagem abaixo.

Fonte:Portal Educação Colégio Marista Rosário.

Formou-se em Medicina pela UFRGS, teve livros traduzidos em vários países, integrou a Academia Brasileira de Letras e sempre permaneceu próximo de seus leitores. Foi Patrono da Feira do Livro do Colégio Marista Rosário e costumava participar de eventos e palestras. Recentemente, em novembro de 2010, as turmas de 8ª série, debateram com o escritor e ex-aluno suas principais obras.

Partiu deixando obras valiosas e um grande exemplo de dedicação e amor pela literatura.

E você?! Conversou com o escritor?

Qual livro você mais gostou?

Conte sua experiência!

Irmão Firmino Biazus

Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a humanidade.

E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.

Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.

Quem sabe quem os lerá?
Quem sabe a que mãos irão?

Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvores, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.

Ide, ide de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.

Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)

“Irmão Firmino. Sua vida foi uma poesia para nós. Estará em nossa lembrança e seu testemunho com certeza marcou quem contigo conviveu. Fique em paz.”

Equipe da Biblioteca do Colégio Marista Rosário